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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Killzone 3 - Vídeo Análise - PS3

terça-feira, 5 de julho de 2011

ANÁLISE DE ALICE: MADNESS RETURNS.

Boxart
Fabricante:Spicy Horse
Gênero:Plataforma/Hack'n'Slash
Distribuidora:Electronic Arts
Online?Não
Datas de lançamento:
EUA:14/06/2011
Europa:16/06/2011
Japão:Não disponível.
Suporte:Definição HD: 720p
Jogadores: 1
Troféus
Conteúdo Adicional (DLC)
Quando falamos em Alice no Pais das Maravilhas uma das obras mais conhecidas do mundo, como uma aventura mágica e encantadora que foi vistas por muitas gerações.

Agora imaginem este mundo mágico e encantador sendo substituído por um conto macabro e sombrio, já imaginaram isso?

Resposta para esta pergunta esta em um jogo lançado em 2000, chamado American MxGee's Alice (AMA)- um jogo de ação e aventura em terceira pessoa, que tira toda aquela fantasia do mundo de Alice e mergulha em um mundo sombrio e assustador. Alice Madness Returns (MR) é a sequencia deste game.

Para não citar continuamente o nome Madness Returns sera usada as iniciais do mesmo (MR)!

O game começa um ano depois dos acontecimentos de AMA, porem não necessita de se jogar o primeiro jogo para ser entendido.(em verdade, o único conhecimento prévio necessário é o geral da obra de Lewis Carroll) e apreciado. Entretanto, a Spicy Horse foi bacana o suficiente com os jogadores para incluir um voucher para baixar AMA, remasterizado em HD e com troféus, em todas as cópias novas de MR, garantindo a alegria dos fãs. Nos dois jogos de American McGee, Alice é uma moça já crescida, que perdeu os pais e a irmã em um incêndio. Em AMA, ela está confinada a um Sanatório, e lá, pouco a pouco, começa a reorganizar os fragmentos de sua mente, que causam deturpação direta de seu País das Maravilhas.

Em MR, Alice está em um orfanato, sob cuidados de um psiquiatra que busca aliviar seu sofrimento - Alice tem visões e pesadelos constantes relacionados ao seu trauma. Seu estado de "alucinações" com seu País das Maravilhas faz com que outras pessoas a considerem louca. Com visões cada vez frequentes, Alice acaba por voltar ao País das Maravilhas e descobre que o lugar está sob "nova lei". Começa então uma segunda jornada, em busca da verdade sobre o que está acontecendo com ela e os fatos que levaram à morte de sua família. É um enredo bem interessante e repleto de personagens carismáticos. Tudo é muito estilizado - e estiloso, como veremos mais à frente.

No campo da exploração, MR progride linearmente na forma de fases inspiradas na obra literária. A exploração se dá em terceira pessoa e, felizmente, com câmera livre. Os ambientes são vastos e belíssimos, e explorá-los rende ao jogador diversos colecionáveis relacionados às memórias de Alice. Um elemento importante do jogo é o Shrink Sense, ativado com L2 - Alice encolhe, e com isso, pode ver plataformas invisíveis e entradas ocultas. O restante das seções de plataformas incluem elementos tradicionais, como alavancas, plataformas propulsoras, espinhos no chão e outros. Embora tenha toda a estética peculiar de MR, as sessões de plataforma são bem mundanas, e acabam sendo repetitivas.

O combate, por sua vez, é facilmente o ponto mais forte do gameplay de MR. O combate é simples, sem combos mirabolantes ou timings precisos, mas funciona muito bem. Parte disso fica por conta dos inimigos bizarros, que exigem estratégias próprias para serem vencidos - não adianta massacrar quadrado, é preciso saber como lidar com cada um dos inimigos. Se tudo der errado, Alice tem à disposição o Hysteria Mode, em que ela se torna invencível e mais forte por alguns instantes, permitindo que o jogador tente "virar a mesa". Esse combate mais simples e estratégico remete a Zelda, mas sem a necessidade de usar menus para trocar itens, graças ao excelente layout dos botões. Rápido, inteligente e divertido, o combate de MR é simples, porém muito eficaz.

As músicas são igualmente funcionais e sem nada memorável, mas as atuações de voz são muito boas. Boa parte dos dubladores de AMA retorna e o destaque (como quase sempre acontece quando falamos da obra Alice) fica para o Gato Risonho, com a excelente voz de Roger L. Jackson. Já na parte gráfica, o aspecto técnico é muito bom mas não é o chamariz. O melhor de MR é, sem dúvidas, a sua direção de arte soberba.

Se você pensa em "Alice no País das Maravilhas" como um conto infantil, prepare-se: MR tem uma ambientação que vai do desolado ao grotesco propriamente dito. Se a apresentação, em que Alice relata a seu psiquiatra que se sente no inferno e com demônios rasgando seu corpo não o convencer, jogue mais um pouco. Os primeiros minutos de jogo se passam em uma Londres antiga, decididamente noir. Pouco depois, você é jogado no Vale of Tears, um campo florido e azul, que remete bastante aos contos de fada. Você começa a estranhar pouco depois desses eventos, quando encontra sua Vorpal Blade em meio a um cadáver ensaguentado. Daí em diante, o jogo fica cada vez mais grotesco. Não falo aqui do efeito "sangue e corpos desmembrados" de Dead Space 2, por exemplo, e sim de imagens que se tornam perturbadoras por mexer no imaginário - bonecas assassinas vivas com voz de criança, uma morsa que devora sua plateia, paredes feitas de músculos humanos... Uma cena extremamente angustiante (e talvez a mais marcante do jogo) é um flashback em que Alice se lembra do Sanatório em que ficou no primeiro jogo. Em seus momentos mais sinistros, MRdeixaria Silent Hill orgulhoso!


O melhor da direção de arte é que não são apenas os ambientes que seguem essa linha deturpada, mas os personagens também. Quem conhece a obra de Lewis Carroll é familiar com o Gato Risonho, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas e os outros personagens dos contos, mas em MR eles são reflexos sombrios e distorcidos do que conhecemos. O Gato possui uma aparência demoníaca, o Chapeleiro é inumano e psicótico, o Coelho Branco parece saído de um pesadelo... Aqui, os habitantes do País das Maravilhas conseguem ser, ao mesmo tempo, repugnantes e fantásticos. Os seres humanos, porém, são os mais impressionantes, pela sua total falta de proporção e aparência bizarra. É esperado que os habitantes da mente de Alice sejam estranhos, mas quando o jogo apresenta mulheres com quadris maiores que a própria Alice e homens cujos torsos são o dobro do tamanho de suas pernas, ficamos sem saber quem é mais monstruoso.

Algumas cutscenes são estilizadas, com aspecto de um livro velho, e são ótimas - lembram, em alguns momentos, as cutscenes de inFAMOUS. Até mesmo o gameplay de MR se beneficia da direção artística - os itens adquiridos não possuem funções novas e originais, mas os objetos em si são tão inusitados que é impossível não achar bacana. O cavalo-de-pau que atua como arma pesada e o espremedor de pimenta que age como metralhadora são alguns dos toques artísticos de MR, e certamente dão muito charme ao jogo.


O que MR exala em estilo, porém, peca em substância. MR é impressionantemente longo para um plataforma-hack'n'slash, com uma duração em torno das 15 horas. Normalmente eu elogiaria isso em um parágrafo inteiro, mas em MR a longa duração é quase um ponto fraco, pois ela vem às custas de repetitividade abundante. De certa forma, para dar longevidade ao jogo, a Spicy Horse pecou pelo excesso, e alguns capítulos se estendem muito mais do que deveriam, abusando da repetição de segmentos amplamente explorados já no começo do jogo. Os chefes, que geralmente apimentam o gameplay, são quase inexistentes em MR e acabam decepcionando. MR parece afoito demais para oferecer tudo que pode logo no início, e a exploração acaba p

arando de surpreender (e divertir, em alguns casos) com o passar do tempo. É uma pena - com mais variedade nas sessões de plataformas (ou pelo menos um espaçamento maior entre seus elementos), MR não iria dever em nada aos outros jogos do gênero.

Madness Returns não se sobressai em relação a outros jogos semelhantes em nenhum aspecto, mas seu conjunto é muito bom e não suscita queixas graves, senão a repetitividade. O que falta de tempero no conteúdo, porém, é mais que encontrado em seu estilo, e foi a direção de arte sensacional que, para mim, fez a diferença entre um jogo "bom" e um "ótimo". O mundo sombrio da psiquê de Alice merece ser visitado - e assim como a obra que lhe deu origem, é maravilhoso, ainda que com percalços.

-- Resumo --

Prós:

+ Direção de arte fantástica

+ Ótimo combate

+ Enredo envolvente e personagens carismáticos

+ Design de fases excelente

+ American McGee's Alice grátis em todas as cópias novas

Contras

- Repetitividade

- Excessivamente longo para o que apresenta


Recomendação
78%




sábado, 18 de junho de 2011

ANÁLISE DE UM DOS GAMES OFERECIDOS PELA PSN, HOJE VAMOS DE DEAD NATION.











Fabricante:Housemarque Oy
Gênero:Tiro isométrico
Distribuidora:Sony Computer Entertainement

Online?Sim
Datas de lançamento:
EUA:30/11/2010
Europa:01/12/2010
Japão:Não
disponível.
Suporte:Número de jogadores: 1-2 local, 2 online LeaderboardsHeadsetTrophies




O mercado de jogos hoje está quase saturado de jogos com zumbis de alguma forma, seja no seu cerne ou em algum modo secundário. De Left 4 Dead a Call of Duty: Black Ops, sem esquecer de Dead Rising e Red Dead Redemption: Undead Nightmare, exemplos não faltam. Nesse cenário, alguém pode muito bem se perguntar: "Eu preciso de mais um jogo de zumbis pra minha coleção?". A resposta, então, poderia ser a seguinte: "Sim. Se o jogo em questão for Dead Nation". Dead Nation (DN) é um jogo de tiro com câmera isométrica, ou seja, os cenários são sempre vistos por cima, de um ângulo levemente inclinado e o jogador não possui controle sobre ela. Ele foi desenvolvido pela
finlandesa Housemarque (de Super Stardust HD e Outland) e tem como objetivo
simplesmente matar zumbis. Apesar de parecer simplesmente "mais um",
DN é muito mais que isso.

Dead Nation é um jogo longo, com 10 missões que podem durar de 30 minutos a mais de uma ho
ra cada, dependendo da dificuldade em que você joga, e que estimula você a termin
á-lo várias vezes para enfrentar desafios maiores e conseguir novos itens. Para os caçadores de troféus, ele tem um conjunto completo incluindo uma platina. A história do jogo é até interessante, e é contada entre as fases em belos desenhos com animações discretas e com boas atuações de vozes. Os controles são parecidos com o de Super Stardust HD: você controla o personagem com o analógico esquerdo e mira com o direito. R1 atira, L1 usa o item equipado, R2 é ataque físico e L2 é a corrida. Todos os botões são customizáveis, então se você não gostar de algo, basta mudar a opção para uma que o agrade. Particularmente achei a recarga das armas no R3 algo muito chato de fazer, então passei ela para o botão quadrado e tudo ficou ótimo. Você começa o jogo com uma arma básica, um rifle-semi automático com munição infinita, e a cada fase nova surgem novas armas para serem compradas, de uma sub-metralhadora automática a um lança-chamas e um lança-mísseis, há diversas armas que são realmente úteis e apropriadas para diferentes situações. Cada arma tem várias características que podem ser melhoradas, como o tamanho do pente ou o dano de cada bala, o que e
stimula o jogador a explorar as fases e matar todos os inimigos em busca de dinheiro. As compras são todas feitas em lojas de armas localizadas no decorrer das fases, sempre antes de um checkpoint. É um detalhe de design muito bom, pois nas áreas da loja não há inimigos e você pode calmamente fazer as suas compras e definir quais armas quer melhorar e como, para então, quando terminar, ativar o checkpoint, evitando que uma morte faça você comprar tudo novamente. Nas lojas também se configura as diferentes partes de armadura que são encontradas nas fases, geralmente em locais bem escondidos, e você pode customizar seu personagem da maneira que preferir.
Além das armas de fogo você também conta com um ataque físico, útil para situações de emergência, e uma corrida para escapar de zumbis prestes a prender você e matá-lo rapidamente. Essa corrida dura poucos segundos e demora vários deles para poder ser usada novamente, então a estratégia é essencial nessas horas. O jogo também oferece itens auxiliares como granadas, minas, sinalizadores e coquetéis Molotov, que ajudam a distrair e destruir os zumbis nas horas de desespero. Saber dosar bem o uso desses itens, em conjunto com as diferentes armas, é algo que leva um tempo pra aprender e é muito recompensador. O jogo possui diversos níveis de dificuldade, de um extremamente fácil até um absurdamente difícil. Você pode jogar todas as fases sozinho, mas você não vai querer isso. O jogo é ótimo assim, mas fica melhor ainda se jogado com um amigo, seja localmente ou pela PSN. A partir da dificuldade Grim (equivalente a um Hard) eu diria que é essencial você jogar acompanhado. Os inimigos são muitos, causam muito dano e demoram para morrer, sem contar que eles podem vir de qualquer direção a qualquer momento. Considerando que há duas dificuldades ainda maiores que essa, ter dois jogadores para dividir a atenção dos inimigos ajuda a balancear
a dificuldade e torna Dead Nation mais "humano". A cooperação entre os jogadores é muito importante, e logicamente a comunicação também. Jogar pela PSN sem um headset não vale a pena, pois você precisa se coordenar o tempo todo com o seu parceiro. Vocês devem combinar estratégias de jogo, por onde avançar, quais armas usar, quais itens usar e em que ordem, pra onde fugir quando a coisa ficar feia e assim por diante. Não dá pra simplesmente jogar e esperar que as coisas aconteçam, vocês terão que acertar os detalhes e partir para a briga bem preparados. A experiência de jogar online seria perfeita se não fossem os constantes problemas de desconexão. Contabilizei dezenas de vezes em que o jogo me deixava criar um lobby, convidar meu amigo, iniciar a partida, assistir a cutscene inicial da fase, começar a ter controle do personagem para então desconectar abruptamente e sem nenhuma explicação posterior. Por vezes esse processe se repetia por duas ou três vezes, tanto comigo criando quanto com o meu amigo o fazendo. Esse problema também era frequente sempre que passávamos para a próxima fase: quando ela era carregada, o jogo finalizava sozinho. Era muito irritante.




Mesmo com esses problemas eu continuava sempre querendo jogar mais. Dead Nation é um ótimo jogo e é muito divertido, então esses problemas acabam ficando em segundo plano quando a ação está à toda. A jogabilidade é afiada, os gráficos são excelentes, com efeitos de luz e sombras muito bons, e a parte sonora não deixa a desejar com músicas bem adequadas a cada situação e efeitos sonoros bem trabalhados, que ajudam a identificar inimigos especiais ou potenciais perigos que estão por vir. DN ainda possui um meta-jogo entre os países do mundo, com cada jogador ajudando o seu país de origem a livrar o planeta de zumbis. Todas as estatísticas de inimigos mortos por partida são registradas nas leaderboards e são atualizadas constantemente. Minha maior reclamação fica por conta da limitação de dois jogadores por partida. Dead Nation tinha potencial para ser ainda mais divertido e caótico com quatro jogadores ao mesmo tempo, cada um com uma arma diferente e todos se ajudando para avançar pelas fases. Com alguns ajustes, como áreas mais largas e talvez uma câmera mais adaptativa, que se afastasse quando os jogadores se distanciassem, isso seria não só plausível como faria com que Dead Nation se tornasse ainda mais "rejogável". Contudo, Dead Nation ainda tem muito valor e é simplesmente um dos melhores jogos da PSN, e para alguns ele é O melhor. É longo, difícil, divertido e viciante. É um jogo que é realmente aproveitado se jogado com um amigo e em uma das dificuldades mais altas. Vocês irão suar para passar de cada área, irão sofrer para chegar ao próximo checkpoint e irão xingar muito quando não conseguirem passar de uma área com vários inimigos, e vão adorar cada minuto disso.
-- Resumo --
+ Longo + Desafiador + Co-op excelente + Várias armas e itens que podem ser melhorados + Conjunto completo de troféus (incluindo platina) + Meta-jogo entre os países + Grátis durante o programa Welcome Back (junho de 2011)
- Problemas constantes de desconexão - Falta de suporte a mais de 2 jogadores
Recomendação 89%
Este game faz parte do catálogo de cinco títulos para PS3, oferecidos pela PSN podendo escolher dois títulos são eles:
Infamous
Dead Nation
Little Big Planet
Wipeout HD
Ratchet & Clank