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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Serious Sam 3 - Armas

Um pouco mais sobre o novo Devil May Cry



Para Motohide Eshiro, produtor da Capcom responsável por supervisionar a produção de DMC: Devil May Cry, o objetivo das mudanças é reiniciar a série balançando o barco mas sem virá-lo. "O tema com esse DMC é 'renascimento'", disse ele à revista Famitsu, em entrevista esta semana.



"Queremos fazer um novo Devil May Cry que mantenha e coisas do antigo, mas que tenha as vantagens do mundo atual, e eu pensei que o melhor a fazer é deixar essa tarefa nas mãos de uma equipe que entenda o que faz de DMC um jogo divertido, sem que uma teórica roupa japonesa mude pontos de vista. Quando se trata de recursos visuais, a Ninja Theory tem talento de sobra. E acho que esta combinação de bom gosto, unida a experiência da Capcom em jogos de ação nos dará aquele jogo novo que a tanto tempo estamos procurando."



Quando perguntado se o novo visual de Dante fazia parte do 'renascimento', Eshiro não titubeou em responder: "Absolutamente! A Ninja Theory colocou Dante mais 'cool' de uma perspectiva exterior. Ele tem que continuar sendo atraente ao povo japonês, mesmo que o projeto atual tenha sido resultado de várias modificações."



"Sua cor do cabelo e o fato de que ele é metade anjo, metade demônio, são mudanças decorrentes dos jogos anteriores", acrescentou Tameem Antoniades, diretor da Ninja Theory. "O cenário é algo que pretendemos explicar dentro do jogo - há uma razão para tudo isso, embora não tenhamos falado sobre isso ainda."



A definição para a nova DMC também é um pouco diferente de antes. "Dante vive no mundo como o conhecemos, e este mundo é também o lar de uma série de demônios", Eshiro explica. "Dante está sendo perseguido por esses demônios, e quando os encontra, eles tentam trazê-lo para o limbo. Este mundo, definido como Limbo, está vivo, e assim durante o jogo Dante é perseguido pelo limbo e por demônios."



Tal como acontece com os jogos anteriores da série, a ação contará com uma mistura de movimentos de espada e tiroteios. "É o mesmo jogo baseado em golpes de espada e armas", disse Eshiro, "mas estamos tentando implementar um sistema que lhe dá a vantagem de você usar suas armas com sabedoria. Não será mais apenas um par de armas como de costume, vamos incluir uma variedade de armas."



Há também uma mistura de poderes de anjo e demônio à disposição de Dante. "Poderes do anjo são principalmente a velocidade e permitirá aos jogadores lidar com um grande número de golpes", disse Eshiro. "Você pode alternar entre esses dois poderes em tempo real. Usando, por exemplo, a velocidade dos anjos para se mover e o soco forte de um demônio a cada hit, e é aí que fica o ponto gostoso da jogabilidade."



"Os combos serão variados de acordo com a preferência de cada jogador", acrescentou Antoniades. "Estamos tentando fazer um jogo onde o ponto mais alto seja a liberdade, onde você pode fazer o que quiser quando quiser."



"Espero que as pessoas não recebam o novo título como um outro jogo da série, mas sim como um título total e completamente novo", disse Antoniades. "A diversão tem muito dos títulos anteriores, então eu tenho certeza que os fãs da série DMC vão gostar."



"O que temos realizado é um grande desafio", admitiu Eshiro. "É uma equipe diferente, mas a equipe inteira está trabalhando duro para garantir a sensação de jogar um novo jogo com gostinho do antigo. É um novo DMC nasceu a partir do DNA do resto da série."

domingo, 23 de outubro de 2011

DICE: Battlefield 3 oferece mais que Modern Warfare 3

A pouco menos de um mês iremos presenciar uma competição acirrada entre dois títulos do gênero FPS: Battlefield 3 e Call of Duty: Modern Warfare 3, para ver quem sairá vencedor, quer pela crítica, quer pelos jogadores e quer pelo número de vendas.



Mas ainda antes do lançamento de ambos, a chuva de comentários e declarações continua. Desta vez foi Patrick Liu, produtor de Battlefield 3, que afirmou que o seu jogo tem mais para oferecer que o seu rival.



"Ambos são shooters bélicos, mas em termos de gostos e estilos são diferentes", sublinhou Liu em entrevista com o Gamasutra. "E nós oferecemos muito mais que eles, pelo menos é a minha opinião."



O produtor remarcou que se sentem honrados que o seu jogo seja comparado com o atual rei do gênero.



"Sabemos que os jogos Call of Duty são gigantes, e só a ideia de podermos retirar-lhes uma parte dos seus jogadores já é incrível."



Sobre o apoio ao jogo após o seu lançamento, Liu disse que, "O lançamento do jogo é apenas o começo, e depois planejamos apoiá-lo no que for necessário com novos conteúdos, patches, equilibrando e afinando o jogo. Temos uma equipe dedicada apenas a isso."

Vídeo: Trailer de lançamento de Call of Duty: Modern Warfare 3

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uncharted: De fantasia a shooter graças ao Xbox 360

A série Uncharted é atualmente uma das maiores dentro do universo PlayStation, já chegando ao seu terceiro jogo no PS3 e ainda com direito a um spin-off no PlayStation Vita.



O género de jogo no qual se encaixa Uncharted, é denominado de shooter, um genero que sempre esteve ligado ao console Xbox.



Mas nem sempre foi essa a ideia para Uncharted. De acordo com um ex-funcionário do estúdio Naughty Dog, na verdade antes era para ser um jogo de aventura e fantasia, com elementos dos livros de Tolkien (Senhor dos Anéis, por exemplo).



Em declarações ao NowGamer, Don Poole, comenta que a passagem para o genero de shooter de ação se deu a uma mudança na direção do jogo, tendo em vista o genero que estava reinando no rival Xbox 360.



Don Poole trabalhou na modelação de ambientes de Uncharted, e comenta "Estávamos falando de um jogo mais 'realista' em termos de modelação e renderização, mas os conceitos iam mais longe. Um era uma floresta onde as pessoas viviam debaixo da terra. Tendo com certeza elementos de Tolkien".



A alteração de direção artistica foi feita pela Sony, que queria que o jogo fosse ao encontro do que o mercado pedia. Os jogadores eram cada vez mais velhos e queriam fortes shooters. "A Sony queria muito ir na direção dessa fatia de mercado, e puxou todos os seus produtores nesse direção", comenta Don Poole.



O sucesso dos jogos no Xbox foi uma das razões da Sony incentivar uma mudança artística, e não só para o Uncharted e o estúdio Naughty Dog, bem como outros estúdios. Doole comenta, "A pressão por parte do sucesso do Xbox com fortes shooters foi uma força real em nossa direção, nessa época".



Agora a pergunta inevitável. Acham que foi uma boa estratégia a mudança de rumo?